03 de agosto de 2011 às 19:26
Vereadores e entidades discutem planejamento urbano da Zona Norte
O crescimento urbano e a regularização fundiária da Zona Norte de Natal foram discutidos em audiência pública realizada na manhã de hoje, dentro da programação do projeto Câmara dos Bairros, no Complexo Cultural da Zona Norte. Na oportunidade, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) apresentou o plannejamento para o desenvolvimento sustentável da região.
Na abertura, o presidente da Câmara, Edivan Martins, falou sobre a importância deste debate para a região, “que congrega cerca de 300 mil habitantes e que tem um rico potencial tanto do ponto de vista econômico como natural”. Uma área que ao longo de sua história, segundo ele, não teve ações efetivas do poder público.
O representante da Semurb, Carlos da Hora, mostrou dados sobre o crescimento da região, com percentuais que ultrapassam a cidade de Natal como um todo, ou seja, uma zona em plena expansão, daí a preocupação do município em elaborar diretrizes de ordenamento para que ela cresça de forma sustentável.
Uma prova disso são as propostas de regulamentação das duas zonas de proteção ambiental (ZPAs 8 e 9), situadas na Zona Norte, o que corresponde a dezoito por cento da área de Natal. Chamou atenção ainda para a fragilidade da ZPA – 8, localizada na região de salinas, a mais extensa, que conta com 82 por cento de área de mangue, sendo de extrema importância a sua preservação.
Quanto à ZPA-9, sua característica é ter grande potencial natural paisagístico e turístico. Um dos locais mais belos do ponto de vista ambiental, adornado por cinco lagoas, que ainda estão preservadas. Para este local já há uma proposta de criação de um parque ecológico com memorial, ciclovias, quadras e academias de ginástica para terceira idade e trabalhos voltados para educação ambiental.
Há também uma proposta de um mirante nas proximidades da antiga aldeia de camarão (ZPA-8) com 72 metros de altura em relação ao Rio Jaguaribe, com restaurante e varanda contemplativa. O objetivo da Prefeitura, segundo Carlos da Hora, é fazer intervenções que agreguem novos produtos, que se insiram no roteiro turístico de Natal e valorizem a área.
Citou ainda os projetos Endereço da Gente, já realizado no bairro de Lagoa Azul, e Salinas/Potengi, que consiste na colocação de placas de identificação de ruas para atender a toda região. E, finalmente, o Programa Memória Minha Comunidade, que vai historiar o bairro de Lagoa Azul.
Ao final, ele reforçou a preocupação do município em regulamentar estes instrumentos previsto no Plano Diretor de Natal há 17 anos, convidando o público presente para participar dessas discussões que deverão ser retomadas no próximo mês de setembro. “A participação popular é muito importante para que se construa uma legislação que contemple os desejos de todos os cidadãos”, finalizou.
A audiência foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Natal e teve como tema “Expansão Urbana, Desenvolvimento e Projetos Estruturantes da Zona Norte”. Estiveram presentes as secretarias municipais de Infraestrutura (Semopi) e Mobilidade Urbana (Semob), representantes do Sinduscon, Federação das Indústrias (FIERN), além de vereadores, lideranças comunitárias e o público em geral.
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