VERDADES,FUTEBOL,CONTRA INJUSTIÇAS, TRAIRAS,SOBERBOS,LEVIANOS E TOQUEIROS! COPIAS DE COISAS BOAS,GEOGRAFIA,CAUSOS,ETC.
sábado, 13 de agosto de 2011
PARA RIR! QUEM FICAR EM CASA, É ÓBVIO!
Os noivos estavam a caminho da igreja quando morrem num acidente de automóvel.Chegando no céu, a noiva protesta:
- Puxa São Pedro, logo hoje que a gente ia casar, acontece uma dessas...
- Assim é a vida, digo, a morte. - objeta o guardião do paraíso.
- Mas será que não dá para o senhor quebrar um galho (diz o noivo).
- E fazer o nosso casamento aqui?
- Espera aí, deixa eu ver o que posso fazer.
Duas horas depois ele volta trazendo um padre à tiracolo.
- OK! Trouxe um padre para fazer o casamento de vocês. Mas tem uma condição...
- Qual?
- Aqui não tem divórcio! O casamento vai ter de ser por toda a eternidade...
- Puxa, mas toda a eternidade é muito tempo! - reclama o noivo. - E se onosso
casamento não der certo?
- Azar o de vocês! Pra achar um padre aqui no céu já foi um custo,imagina um advogado
VIDA A DOISMarido chega preocupado em casa e diz à esposa:
-Tenho um problema no serviço.
Esposa:
- Não diz "tenho um problema", diga "temos um problema", porque os seus problemas são meus também.
Marido :
- Tá bem, temos um problema no serviço; a nossa secretária vai ter um filho nosso.
PISCINA MILAGROSA
Durante uma festa de arromba, o anfitrião, já cheio de cana, gritou para a multidão:
-Aê... Pessoal... Eu não queria dizer uma coisa pra vocês... mas é que a minha piscina é mágica!!!
A turma, pensando que era delírio do dono da casa, começou a rir.
Nisso, o cara sai correndo, dá um pulo na piscina e grita: CERVEJA!!!
A água vira cerveja, o cara nada, vai bebendo e, ao sair do outro lado, a piscina volta ao normal.
Um italiano, abobado com o que estava presenciando, também sai correndo, dá aquele salto e grita: VINHO!!!
E a água se transforma em vinho... Ele nada, sai do outro lado bebendo e, novamente, a água volta ao normal.
Um francês vai lá, dá um pulo para dentro da piscina e grita: CHAMPAGNE!!!
E a água vira champagne!!! O francês nada, se esbalda, e sai.
O portuga, vibrando de emoção, sai correndo e, quando vai pular, sua mulher grita:
- Manoel!!! Estais com o 'celulaire' e a 'cartaira' no bolso!!!
E o português grita: - M E R D A !!!!!!!
COLA
A professora diz aos alunos para desenharem o órgão sexual feminino.
Porém, uma aluna, sentindo-se incapaz de fazer o desenho, abriu as pernas pra dar uma olhadinha debaixo da saia.
Um colega de sala vê e grita:
'Fessôra, ela tá colando'.
COISA RUIM
Dois amigos conversando:
- Zé! Fala uma coisa ruim!
-Minha sogra!
-Não! Coisa ruim de comer!
-A filha dela!
O TRAIDOR!
O amigo pega o outro no banheiro, fazendo xixi sentado no vaso sanitário:
- Mas o que é isto? Você sabe que homens fazem xixi de pé! O que houve com você?
- É que, segunda passada, saí com uma loira, 1.80m , seios fartos e uma bunda inacreditável! Na hora H, eu brochei!
- Na terça, saí com uma morena, 19 aninhos, ninfetinha,uma delícia!!! Na hora H, brochei! - Na quarta, foi com uma ruiva gostosona! Brochei!
- Na quinta, com uma coroa maravilhosa! Brochei também... *
O amigo, intrigado, lhe pergunta:
- Tudo bem, brochar faz parte, mas por que mijar sentado?
- Depois de tudo isto, você acha que eu ainda vou dar a mão para este filho da puta???
FAZ SENTIDO
O bêbado passa em frente a um templo evangélico e escuta o maior barulho, gente chorando, gritando, desmaiando, berrando, estremecendo.
Ele pergunta a alguém que está na porta:
- Que é que está acontecendo aí dentro?
- Jesus está operando um irmão!
E o bêbado:
- Porra, mas sem anestesia?
PASTEL SEM MEDO!: JOAOZINHO KKKK ´PHODA!
PASTEL SEM MEDO!: JOAOZINHO KKKK ´PHODA!: "MAIS UMA DO JOÃOZINHO A professora disse para os seus alunos: 'Vocês têm duas horas para fazer uma redação, quem terminar pode ir ..."
JOAOZINHO KKKK ´PHODA!
MAIS UMA DO JOÃOZINHO
A professora disse para os seus alunos:
'Vocês têm duas horas para fazer uma redação, quem terminar pode ir pra casa '
A redação deverá conter quatro temas:
Sexo
Presidência da República
Religião
Mistério.
Podem começar.
Joãozinho, como sempre, ...foi o primeiro a entregar (em menos de 1 minuto)
Sua redação dizia:
COMERAM A DILMA. MEU DEUS !! QUEM FOI ??
A professora disse para os seus alunos:
'Vocês têm duas horas para fazer uma redação, quem terminar pode ir pra casa '
A redação deverá conter quatro temas:
Sexo
Presidência da República
Religião
Mistério.
Podem começar.
Joãozinho, como sempre, ...foi o primeiro a entregar (em menos de 1 minuto)
Sua redação dizia:
COMERAM A DILMA. MEU DEUS !! QUEM FOI ??
domingo, 7 de agosto de 2011
O litoral e a luta pela sobrevivência
ara Vasconcelos - Repórter
Banhado pelo mar desde a porção Norte até o Sul, o Rio Grande do Norte sustenta um mosaico de ecossistemas ao longo de 400 quilômetros de costa. Uma paisagem entrecortada por manguezais, restingas, dunas, praias, falésias, estuários e recifes de corais. Mas não é só a variedade de vegetação e diferenças climáticas e geológicas que chamam a atenção. Por trás de tanta beleza, o desenvolvimento se multiplica em diversas atividades econômicas, à custa de potenciais naturais sem conseguir sustentar um equilíbrio com a biodiversidade.
A balança, muitas vezes, tende a pesar mais para o lado do crescimento econômico e o resultado, explica o coordenador de gabinete do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama/RN) e oceanógrafo Luiz Eduardo Carvalho Bonilha, são impactos ambientais que precisam ser contidos para preservar os recursos finitos que restam.
Adriano AbreuO litoral e a luta pela sobrevivênciaO litoral e a luta pela sobrevivência
Dividido em três áreas - litoral sul, litoral oriental norte e litoral norte - os 28 municípios situados nessa faixa se agrupam em redor de atividades comuns. De Baía Formosa no extremo Sul até Natal, na chamada Zona da Mata, a vegetação predominante é a Mata Atlântica - ou o que restou dela: cerca de 0,3% da cobertura original, segundo dados do Ibama. O pungente desenvolvimento turístico e imobiliário, cuja a construção de grandes empreendimentos, como hotéis e resorts, há muito tomou o espaço da atividade pesqueira ignora as áreas de preservação ambiental.
A ocupação imobiliária é hoje um fator marcante na intervenção na zona costeira do RN, tendo nos empreendimentos turísticos seu maior potencial. No Estado do RN, os municípios de Parnamirim, Nísia Floresta, Tibau do Sul e Extremoz são os mais procurados por estes empreendimentos.
Em Sibaúma, município de Tibau do Sul, uma obra construída sobre área de dunas foi embargada no último ano. O município passa por processo de revisão de espaços ocupados irregularmente, coordenado pelo Ibama, Idema junto com os Ministérios Públicos Federal e Estadual.
"A construção civil e o turismo estão consolidados ao longo dos últimos 15, 20 anos. E ainda é forte essa expansão imobiliária em toda costa sul. No corredor Natal-Nísia Floresta predomina as segundas residências. A devastação da vegetação nativa e de manguezais é preocupante", frisa o oceanógrafo.
Os mangues, principal fonte de renovação do ecossistema, sofrem ainda a influencia da carcinicultura. A abertura de viveiros em áreas impróprias e o derrame de efluentes tem tornado a recuperação de ambientes em Nísia Floresta, Canguaretama e mesmo no estuário do Rio Pontengi, quase irreversível.
O coordenador reconhece que a fiscalização é deficiente e que em muitos casos, é feita a partir de denúncias. "Não temos efetivo para uma atuação permanente". A implantação de três unidades de fiscalização, em parceria com o ICMBio, estão em fase de estudo para as reservas de Baía Formosa, Tibau do Sul-Georgino Avelino e parrachos de Parnamirim.
A paisagem se diversifica no litoral oriental norte, com uma caatinga "mais enriquecida", é a área de transição com a Mata Atlântica, onde cactos e algarobas se misturam a coqueirais e árvores de grande porte. Além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixam, movem-se com a ação do vento e mudam a paisagem e soterram construções.
De Extremoz a São Miguel do Gostoso é possível perceber o fenômeno da construção civil ocorrido ao sul há duas décadas - inclusive os erros - se repetir. Aos poucos, a pesca e demais atividades aquícolas vão declinando. A especulação imobiliária e o turismo cresceu, observa Bonilha, com a construção da Ponte Newton Navarro, que permitiu melhor acesso a partir de Natal para as praias do eixo Oriental Norte. "Cerca de 350 empreendimentos deram entrada com pedidos para licença ambiental no órgão estadual, de 2007 para cá. É um boom. O motor do desenvolvimento hoje está voltado para esse trecho do litoral".
Os ecossistemas e seus problemas
Litoral Norte
A costa norte, desde Pedra Grande a Tibau, onde a
caatinga encontra o mar, ainda permanece a pesca artesanal. Nesse
litoral árido, mais distante da capital, o turismo ainda tem espaço
tímido. Em Pedra Grande, Caiçara e São Bento, o uso tradicional do mar
prevalece e ao invés de estruturas arquitetônicas arrojadas, com opções
de entretenimento, se vê vilas de pescadores. A área atrai parques
eólicos, impulsionado pela constância dos ventos. "É preciso um estudo
de locação para definir áreas e saber como podem influenciar aves
migratórias".
A devastação dos mangues nessa porção afugenta
ainda mais espécies em extinção. Nessas águas vivem ainda o peixe-boi
marinho ameaçado de extinção. A disputa por ocupação de área entre as
salinas e a carcinicultura também deixam marcas ao longo das faixas
estuarinas dos Rios Piranhas-Assu e do Apodi-Mossoró. No litoral Norte,
ainda segundo o inventário da Costa potiguar, lembra Bonilha, tem que
lidar com os derrames de óleo oriundos da extração e transporte
inadequado de petróleo.
Sal
Montanhas de cristais brancos
se erguem do mar. A ocupação de estuários para a produção salineira há
muito provoca a morte de espécies nos berçários marinhos (os manguezais)
de Galinhos, Macau, Areia Branca e Grossos.
Em Macau, o rio
homônimo já perdeu sua área limite. O sal se forma por toda parte na
cidade. Os ribeirinhos reclamam do descarte da água graduada (onde
ocorre a cristalização do sal), que devido a alta salinidade causa
mortandade de espécies junto aos manguezais. Os mangues se encolheram a
estreitas faixas na parte estuarina. "Três a quatro vezes por ano eles
jogam a água do grau e mata tudo. Sem a larva não temos o peixe. A gente
ainda pesca no mar, por que os rios tem quase nada", diz o pescador
Edmar Rodrigues da Silva, 37, o 'Marzinho'. Na comunidade Gamboa do
Porto São Pedro
Mas o status de grande produtor de sal do
município não reflete no modo de vida dos habitantes. Boa parte
sobrevive da pesca, comércio, na indústria petroleira do pólo de
Guamaré. "As salinas agora são mecanizadas", explica o aposentado
Francisco Dantas Barbosa Filho, 63 anos, que trabalhou 40 anos nas
salinas. Ele conta a evolução do processo antes manual, até a dispensa
em massa dos operários com a chegada das máquinas. "Houve muita
demissão. Quem não conseguiu se empregar ou se aposentar virou pescador,
catador de carangueijo ou saiu da cidade".
Especulação Imobiliária
De
acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e do meio
Ambiente (Idema) foram licenciados 169 empreendimentos de construção
civil para os municípios da região costeira em 2010. E de janeiro a
julho desse ano, outros 55 empreendimentos. Cerca de 70 pedidos aguardam
aprovação do órgão.
Não existe hoje estudos e leis consolidadas
sobre todo território costeiro onde é permitido ou não receber
edificações. O programa de Zoneamento Ecológico Econômico do Idema foi
interrompido em 2002. Este ano, segundo informações da assessoria de
imprensa, o IDEMA conseguiu colocar em seu orçamento recursos para
realizar os estudos para o Zoneamento Ecológico-Econômico do Litoral
Setentrional (Norte), assim como a revisão/atualização do ZEE do Litoral
Oriental.Estes estudos estão a cargo da Subcoordenadoria de
Gerenciamento Costeiro - SUGERCO que está ultimando as providências para
deflagrar o processo.
O órgão atua ainda no Zoneamento
Econômico e Ecológico específico da Área de Proteção Ambiental de
Jenipabu, das Áreas de Proteção Ambiental da Reserva de Desenvolvimento
Sustentável Ponta do Tubarão, da Recife de Corais. Há ainda a
contratação da ZEE de Bonfim/Guaraíras.
Pesca predatória
A
pesca predatória e ilegal é uma preocupação de norte a sul do estado.
Mas em alguns pontos a prática já comprometeu a atividade aquícola. Os
estoques de lagosta, em Cajueiro, no município de Touros, distante 78
quilômetros de Natal foram reduzidas drasticamente. "Na costa potiguar,
há a abominável cultura de pesca da lagosta por uso de compressores",
lembra o coordenador do gabinete do Ibama Luiz Bonilha. As ações de
coerção ocorrem de forma pontual, quando há denúncias. A região já teve
destaque na produção de lagosta do Rio Grande do Norte.
Mesmo na
época do defeso, explica o presidente da Colônia de Pescadores Z36 Silas
Baracho, a retirada da lagosta é feita livremente sem que ocorra
fiscalização ou mesmo incentivos para a regularização da prática. A
colônia reúne cerca de 900 pescadores. "A solução seria extinguir por 5
anos a pesca da lagosta e nesse período, a cada seis meses por ano, os
pescadores terem acesso a um seguro pago pelo governo federal", avalia
Baracho. A proposta foi encaminhada sem êxito, ao Ministério da Pesca,
no último ano.
Sem uma fiscalização eficiente e política pública
para sustento do trabalhador e financiamento de equipamentos legais,
como cilindros de oxigênio e manzuá (gaiola usada na pesca), acrescenta o
pescador, não há como frear a ação ilegal.
Além de ilegal, o uso
de compressores é perigoso. No vilarejo é fácil encontrar vítimas do
equipamento proibido por lei. Há três anos, Lindemberg Tavares dos
Santos, 30 anos, está preso a uma cadeira de rodas. O mergulho por tempo
excessivo, a uma profundidade de 40 a 50 metros, e a volta rápida a
superfície fizeram com que o ar se alojasse na medula espinhal causando
paralisia. O ex-mergulhador admite que todos são cientes do risco. Mas
não há outro meio de vida na comunidade e nem condições de comprar a
gaiola, cilindros, como manda a lei. "O pescador fica entre a cruz e a
espada para dar comida a família. Eu tenho quatro filhos. Vai fazer o
que? Mergulha, se arrisca", desabafa. O único amparo trabalhista,
segundo ele, só chega após acidentes. Aposentado por invalidez e vive
dos ganhos de uma
Paraíso sem planos
Chamar paradisíaco
parece redundante se estivermos adjetivando a reserva de desenvolvimento
Sustentável Ponta do Tubarão, em Diogo Lopes. A reserva criada pela Lei
nº 8.342 de 18 de julho de 2003 abriga uma área de mangue, restinga,
rio, mas e dunas se mantém preservados da especulação imobiliária e da
correria dos grandes centros turísticos.
A RSD Ponta do Tubarão,
está em uma área de 12.960 hectares, entre os municípios de Macau e
Guamaré nas quais se localizam as comunidades de Barreiras, Diogo Lopes,
Sertãozinho e Mangue Seco. Apesar de ter como objetivo, além de
preservar a natureza, assegurar as condições e os meios necessários para
a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais. Pouco foi
feito nesse sentido.
Nestes oito anos, não houve a implantação de
políticas públicas e a única intervenção visível é a construção da sede
do Idema, regido por conselho gestor, mas que permanece sem técnicos
para atuar no zoneamento e fiscalização. A atuação já conseguiu inibir o
corte quixabeiras e algarobas usadas para a queima em fornos, gado e
varas de embarcação. A criação de camarão e produção salineira também
são vetadas na região.
Ramos conta que outra decisão do
conselho gestor, formado por 12 entidades públicas e da sociedade civil
organizada, é a de não aceitar a implantação de parques eólicos na área
pertencente a Macau. Na faixa de Guamaré existem cinco, o Miassaba 1, 2 e
3 e o Alegria 1 e 2.
O pescador Adeildo Alves dos Santos, 45
anos, foi um dos moradores que "brigou" pela transformação em reserva e
defende a permanência, mas reconhece que não houve melhoria para o
pescador. "Como a lei de manejo nem o Plano Diretor foram aprovados até
hoje, os projetos nunca chegaram. O sonho veio pela metade", diz. O
distrito é o maior produtor de sardinha do Estado, mas tem dificuldade
para armazenamento e escoamento do peixe.
Banhado pelo mar desde a porção Norte até o Sul, o Rio Grande do Norte sustenta um mosaico de ecossistemas ao longo de 400 quilômetros de costa. Uma paisagem entrecortada por manguezais, restingas, dunas, praias, falésias, estuários e recifes de corais. Mas não é só a variedade de vegetação e diferenças climáticas e geológicas que chamam a atenção. Por trás de tanta beleza, o desenvolvimento se multiplica em diversas atividades econômicas, à custa de potenciais naturais sem conseguir sustentar um equilíbrio com a biodiversidade.
A balança, muitas vezes, tende a pesar mais para o lado do crescimento econômico e o resultado, explica o coordenador de gabinete do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama/RN) e oceanógrafo Luiz Eduardo Carvalho Bonilha, são impactos ambientais que precisam ser contidos para preservar os recursos finitos que restam.
Adriano AbreuO litoral e a luta pela sobrevivênciaO litoral e a luta pela sobrevivência
Dividido em três áreas - litoral sul, litoral oriental norte e litoral norte - os 28 municípios situados nessa faixa se agrupam em redor de atividades comuns. De Baía Formosa no extremo Sul até Natal, na chamada Zona da Mata, a vegetação predominante é a Mata Atlântica - ou o que restou dela: cerca de 0,3% da cobertura original, segundo dados do Ibama. O pungente desenvolvimento turístico e imobiliário, cuja a construção de grandes empreendimentos, como hotéis e resorts, há muito tomou o espaço da atividade pesqueira ignora as áreas de preservação ambiental.
A ocupação imobiliária é hoje um fator marcante na intervenção na zona costeira do RN, tendo nos empreendimentos turísticos seu maior potencial. No Estado do RN, os municípios de Parnamirim, Nísia Floresta, Tibau do Sul e Extremoz são os mais procurados por estes empreendimentos.
Em Sibaúma, município de Tibau do Sul, uma obra construída sobre área de dunas foi embargada no último ano. O município passa por processo de revisão de espaços ocupados irregularmente, coordenado pelo Ibama, Idema junto com os Ministérios Públicos Federal e Estadual.
"A construção civil e o turismo estão consolidados ao longo dos últimos 15, 20 anos. E ainda é forte essa expansão imobiliária em toda costa sul. No corredor Natal-Nísia Floresta predomina as segundas residências. A devastação da vegetação nativa e de manguezais é preocupante", frisa o oceanógrafo.
Os mangues, principal fonte de renovação do ecossistema, sofrem ainda a influencia da carcinicultura. A abertura de viveiros em áreas impróprias e o derrame de efluentes tem tornado a recuperação de ambientes em Nísia Floresta, Canguaretama e mesmo no estuário do Rio Pontengi, quase irreversível.
O coordenador reconhece que a fiscalização é deficiente e que em muitos casos, é feita a partir de denúncias. "Não temos efetivo para uma atuação permanente". A implantação de três unidades de fiscalização, em parceria com o ICMBio, estão em fase de estudo para as reservas de Baía Formosa, Tibau do Sul-Georgino Avelino e parrachos de Parnamirim.
A paisagem se diversifica no litoral oriental norte, com uma caatinga "mais enriquecida", é a área de transição com a Mata Atlântica, onde cactos e algarobas se misturam a coqueirais e árvores de grande porte. Além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixam, movem-se com a ação do vento e mudam a paisagem e soterram construções.
De Extremoz a São Miguel do Gostoso é possível perceber o fenômeno da construção civil ocorrido ao sul há duas décadas - inclusive os erros - se repetir. Aos poucos, a pesca e demais atividades aquícolas vão declinando. A especulação imobiliária e o turismo cresceu, observa Bonilha, com a construção da Ponte Newton Navarro, que permitiu melhor acesso a partir de Natal para as praias do eixo Oriental Norte. "Cerca de 350 empreendimentos deram entrada com pedidos para licença ambiental no órgão estadual, de 2007 para cá. É um boom. O motor do desenvolvimento hoje está voltado para esse trecho do litoral".
Os ecossistemas e seus problemas
Litoral Norte
A costa norte, desde Pedra Grande a Tibau, onde a
caatinga encontra o mar, ainda permanece a pesca artesanal. Nesse
litoral árido, mais distante da capital, o turismo ainda tem espaço
tímido. Em Pedra Grande, Caiçara e São Bento, o uso tradicional do mar
prevalece e ao invés de estruturas arquitetônicas arrojadas, com opções
de entretenimento, se vê vilas de pescadores. A área atrai parques
eólicos, impulsionado pela constância dos ventos. "É preciso um estudo
de locação para definir áreas e saber como podem influenciar aves
migratórias".
A devastação dos mangues nessa porção afugenta
ainda mais espécies em extinção. Nessas águas vivem ainda o peixe-boi
marinho ameaçado de extinção. A disputa por ocupação de área entre as
salinas e a carcinicultura também deixam marcas ao longo das faixas
estuarinas dos Rios Piranhas-Assu e do Apodi-Mossoró. No litoral Norte,
ainda segundo o inventário da Costa potiguar, lembra Bonilha, tem que
lidar com os derrames de óleo oriundos da extração e transporte
inadequado de petróleo.
Sal
Montanhas de cristais brancos
se erguem do mar. A ocupação de estuários para a produção salineira há
muito provoca a morte de espécies nos berçários marinhos (os manguezais)
de Galinhos, Macau, Areia Branca e Grossos.
Em Macau, o rio
homônimo já perdeu sua área limite. O sal se forma por toda parte na
cidade. Os ribeirinhos reclamam do descarte da água graduada (onde
ocorre a cristalização do sal), que devido a alta salinidade causa
mortandade de espécies junto aos manguezais. Os mangues se encolheram a
estreitas faixas na parte estuarina. "Três a quatro vezes por ano eles
jogam a água do grau e mata tudo. Sem a larva não temos o peixe. A gente
ainda pesca no mar, por que os rios tem quase nada", diz o pescador
Edmar Rodrigues da Silva, 37, o 'Marzinho'. Na comunidade Gamboa do
Porto São Pedro
Mas o status de grande produtor de sal do
município não reflete no modo de vida dos habitantes. Boa parte
sobrevive da pesca, comércio, na indústria petroleira do pólo de
Guamaré. "As salinas agora são mecanizadas", explica o aposentado
Francisco Dantas Barbosa Filho, 63 anos, que trabalhou 40 anos nas
salinas. Ele conta a evolução do processo antes manual, até a dispensa
em massa dos operários com a chegada das máquinas. "Houve muita
demissão. Quem não conseguiu se empregar ou se aposentar virou pescador,
catador de carangueijo ou saiu da cidade".
Especulação Imobiliária
De
acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e do meio
Ambiente (Idema) foram licenciados 169 empreendimentos de construção
civil para os municípios da região costeira em 2010. E de janeiro a
julho desse ano, outros 55 empreendimentos. Cerca de 70 pedidos aguardam
aprovação do órgão.
Não existe hoje estudos e leis consolidadas
sobre todo território costeiro onde é permitido ou não receber
edificações. O programa de Zoneamento Ecológico Econômico do Idema foi
interrompido em 2002. Este ano, segundo informações da assessoria de
imprensa, o IDEMA conseguiu colocar em seu orçamento recursos para
realizar os estudos para o Zoneamento Ecológico-Econômico do Litoral
Setentrional (Norte), assim como a revisão/atualização do ZEE do Litoral
Oriental.Estes estudos estão a cargo da Subcoordenadoria de
Gerenciamento Costeiro - SUGERCO que está ultimando as providências para
deflagrar o processo.
O órgão atua ainda no Zoneamento
Econômico e Ecológico específico da Área de Proteção Ambiental de
Jenipabu, das Áreas de Proteção Ambiental da Reserva de Desenvolvimento
Sustentável Ponta do Tubarão, da Recife de Corais. Há ainda a
contratação da ZEE de Bonfim/Guaraíras.
Pesca predatória
A
pesca predatória e ilegal é uma preocupação de norte a sul do estado.
Mas em alguns pontos a prática já comprometeu a atividade aquícola. Os
estoques de lagosta, em Cajueiro, no município de Touros, distante 78
quilômetros de Natal foram reduzidas drasticamente. "Na costa potiguar,
há a abominável cultura de pesca da lagosta por uso de compressores",
lembra o coordenador do gabinete do Ibama Luiz Bonilha. As ações de
coerção ocorrem de forma pontual, quando há denúncias. A região já teve
destaque na produção de lagosta do Rio Grande do Norte.
Mesmo na
época do defeso, explica o presidente da Colônia de Pescadores Z36 Silas
Baracho, a retirada da lagosta é feita livremente sem que ocorra
fiscalização ou mesmo incentivos para a regularização da prática. A
colônia reúne cerca de 900 pescadores. "A solução seria extinguir por 5
anos a pesca da lagosta e nesse período, a cada seis meses por ano, os
pescadores terem acesso a um seguro pago pelo governo federal", avalia
Baracho. A proposta foi encaminhada sem êxito, ao Ministério da Pesca,
no último ano.
Sem uma fiscalização eficiente e política pública
para sustento do trabalhador e financiamento de equipamentos legais,
como cilindros de oxigênio e manzuá (gaiola usada na pesca), acrescenta o
pescador, não há como frear a ação ilegal.
Além de ilegal, o uso
de compressores é perigoso. No vilarejo é fácil encontrar vítimas do
equipamento proibido por lei. Há três anos, Lindemberg Tavares dos
Santos, 30 anos, está preso a uma cadeira de rodas. O mergulho por tempo
excessivo, a uma profundidade de 40 a 50 metros, e a volta rápida a
superfície fizeram com que o ar se alojasse na medula espinhal causando
paralisia. O ex-mergulhador admite que todos são cientes do risco. Mas
não há outro meio de vida na comunidade e nem condições de comprar a
gaiola, cilindros, como manda a lei. "O pescador fica entre a cruz e a
espada para dar comida a família. Eu tenho quatro filhos. Vai fazer o
que? Mergulha, se arrisca", desabafa. O único amparo trabalhista,
segundo ele, só chega após acidentes. Aposentado por invalidez e vive
dos ganhos de uma
Paraíso sem planos
Chamar paradisíaco
parece redundante se estivermos adjetivando a reserva de desenvolvimento
Sustentável Ponta do Tubarão, em Diogo Lopes. A reserva criada pela Lei
nº 8.342 de 18 de julho de 2003 abriga uma área de mangue, restinga,
rio, mas e dunas se mantém preservados da especulação imobiliária e da
correria dos grandes centros turísticos.
A RSD Ponta do Tubarão,
está em uma área de 12.960 hectares, entre os municípios de Macau e
Guamaré nas quais se localizam as comunidades de Barreiras, Diogo Lopes,
Sertãozinho e Mangue Seco. Apesar de ter como objetivo, além de
preservar a natureza, assegurar as condições e os meios necessários para
a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais. Pouco foi
feito nesse sentido.
Nestes oito anos, não houve a implantação de
políticas públicas e a única intervenção visível é a construção da sede
do Idema, regido por conselho gestor, mas que permanece sem técnicos
para atuar no zoneamento e fiscalização. A atuação já conseguiu inibir o
corte quixabeiras e algarobas usadas para a queima em fornos, gado e
varas de embarcação. A criação de camarão e produção salineira também
são vetadas na região.
Ramos conta que outra decisão do
conselho gestor, formado por 12 entidades públicas e da sociedade civil
organizada, é a de não aceitar a implantação de parques eólicos na área
pertencente a Macau. Na faixa de Guamaré existem cinco, o Miassaba 1, 2 e
3 e o Alegria 1 e 2.
O pescador Adeildo Alves dos Santos, 45
anos, foi um dos moradores que "brigou" pela transformação em reserva e
defende a permanência, mas reconhece que não houve melhoria para o
pescador. "Como a lei de manejo nem o Plano Diretor foram aprovados até
hoje, os projetos nunca chegaram. O sonho veio pela metade", diz. O
distrito é o maior produtor de sardinha do Estado, mas tem dificuldade
para armazenamento e escoamento do peixe.
Comandante do Petroleiro Rômulo Arantes
Uma Comandante de navio que não sabia nadar
Primeira mulher à frente de um petroleiro na Marinha Mercante brasileira só aprendeu a nadar 15 dias antes do teste final
Houve um tempo em que mulheres em um navio eram sinal de má sorte, um imã para desastres. Mas, na Marinha Mercante do Brasil, essa superstição já era. A paraense Hildelene Lobato Bahia, 37 anos, não só cruza os mares em navios de bandeira brasileira como, desde 2009, é comandante de frota. No último dia 1º de julho ela foi novamente escolhida para uma missão inovadora: estará no timão do navio-tanque Rômulo Almeida – que apesar de inaugurado ainda está no estaleiro para demandas da Transpetro – tendo como imediato (o segundo na hierarquia) outra mulher, Vanessa Cunha. Será a primeira vez no Brasil que os dois primeiros cargos à frente de um navio da Marinha Mercante terão ocupantes femininas.
Foto: Divulgação
Hildelene é a primeira mulher a comandar um petroleiro. E sua imediata é outra mulher
Para dimensionar a responsabilidade da moça, basta saber que o Rômulo Almeida mede 183 metros de comprimento (o equivalente a um prédio de 60 andares ou a dois campos de futebol, na medida mínima, mas oficial) e, além de grande, é pesado: 48,3 mil toneladas de porte bruto. O petroleiro será usado para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina e diesel.
Durante as viagens, que ainda não foram marcadas, a comandante Hildelene – que tem pouco mais de 1,50 metro de altura – dormirá em um camarote com cerca de seis metros quadrados, com cama, armário, box e banheiro. Também dispõe de uma cabine com aproximadamente 18 metros quadrados com mesa de reunião, frigobar, TV e aparelho de DVD, além de espaço para computador, claro. Flamenguista, Hildelene gosta de assistir a partidas de futebol após o fim do expediente. O que não abre mão mesmo é da Bíblia, um kit de manicure e uma boa reserva de CDs e DVDs. Flores são bem-vindas, ela gosta muito.
A comandante Hildelene, 37 anos, seguiu a carreira por acaso – do destino, ao que tudo indica. Ela queria fazer jus ao diploma de ciências contábeis da Universidade Federal do Paraná até seu irmão tentar a carreira de marítimo. Como as vagas do concurso para oficiais do sexo feminino foram abertas naquele ano, 1997, ela se inscreveu para incentivar o caçula. “Para minha surpresa meu irmão foi eliminado e eu, aprovada”, conta. Eram três eliminatórias entre elas, uma prova de natação. “Foi o maior desafio, não sabia nadar. Aprendi em 15 dias”, lembra.
Foto: Divulgação O Rômulo Almeida é o novo desafio da comandante
Embora o processo seletivo não seja um concurso público – a Escola de Formação de Oficiais habilita os alunos para a iniciativa privada – os salários atraem. Segundo a Transpetro, cargos de nível superior “oportunidades de maior demanda hoje entre os marítimos” (comandante, chefe de máquinas e imediato, por exemplo) pagam salários que variam de R$ 7 mil a R$ 20 mil.
Os de nível técnico (principalmente eletricistas e mecânicos) entre R$ 6,5 mil a R$ 8,5 mil; nível básico (ensino fundamental), R$ 3,3 mil e R$ 5,5 mil.
Casada com um colega de profissão (ela ainda não tem filhos), a comandante Hildelene diz que já ficou até quatro meses longe do marido. “Trabalhamos em regimes diferentes, mas quando tem a oportunidade ele embarca como passageiro”.
Conheça um pouco mais da comandante Hildelene Bahia.
iG: Como é a vida no mar?
Hildelene: Acho que a maior dificuldade é lidar com a solidão. Tento enfrentá-la com dedicação ao trabalho no dia a dia. A bordo tenho a companhia de todos os tripulantes, conversamos bastante e a integração é muito boa. Aproveito as minhas horas de folga para ler um bom livro ou assistir um filme. Assim que desembarco, programo viagens com a minha família. Tenho a sensação de que me desligo no momento em que deixo o navio, passo a ser mulher, esposa, dona de casa e filha.
iG: A senhora é formada em ciências contábeis. Por que ingressou na Marinha Mercante? Hildelene: Em 1997 abriram vagas do concurso para oficiais do sexo feminino no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), no Pará. Como incentivo ao meu irmão, que tinha o sonho de entrar na Marinha Mercante, fiz a prova. Confesso que achava que tinha sido eliminada na primeira etapa, devido à falta de tempo para os estudos. À noite, cursava o 3° ano de Ciências Contábeis na Universidade Federal do Pará e estagiava pela manhã na Caixa Econômica Federal e, à tarde, na Sudam. Também me preparava para outro concurso (Tribunal Regional do Trabalho de Belém).
Pra minha surpresa, meu irmão foi eliminado e eu, aprovada. O maior desafio foi a prova de natação, pois não sabia nadar. Procurei meu antigo professor de educação física e aprendi em 15 dias. Fui a primeira colocada e depois, na escola, devido ao desempenho, passei a fazer parte do atletismo.
iG: Foi difícil chegar em casa e comunicar aos seus pais que mudaria de profissão? Hildelene: Venho de uma família muito humilde, estudava e trabalhava o dia todo (eram dois estágios, saía de casa às 6h30 e só chegava depois das 23h) e a remuneração era muito baixa. Expliquei o que é a formação de um oficial mercante e a preocupação dos meus pais era somente o fato de passar vários meses fora de casa, em viagens pelo Brasil e exterior. Até hoje minha mãe fica aos prantos se fico mais de três dias sem ligar. Meu pai se tornou um dos meus maiores incentivadores e meu fã, guarda todas as reportagens sobre a minha carreira.
iG: Como é a formação de marítimo? Alguma disciplina lhe causou medo? Hildelene: A formação durou três anos, entre 1997 e 2000. A grade curricular é um pouco extensa: português, inglês em vários níveis, matemática, física, básico de navegação, navegação astronômica, instalações de máquinas, primeiros socorros básicos e avançados, contabilidade, administração, recursos humanos etc. A disciplina que causou pânico foi a de sobrevivência
pessoal, pois estava me recuperando de uma fratura no pé e tive que saltar de uma plataforma de 12 metros.
iG: Quando a senhora chegou à conclusão de que seguiria na carreira de marítima? Hildelene: Em 1998, depois de um ano na escola, fiz o meu primeiro embarque para opção de curso no navio Lindóia, da Transpetro. Senti que na Marinha Mercante poderia conquistar todos os meus objetivos pessoais e profissionais. Pesou também o fato de conhecer as dificuldades do mercado de trabalho, de estar próxima de me formar e ter uma remuneração muito baixa, além da concorrência muito grande na área de ciências contábeis.
iG: Qual foi a viagem mais longa que a senhora já fez?
Hildelene: Foi para Cingapura. Foram mais de 42 dias de travessia. A maior dificuldade é a duração do trajeto.
iG: Como se dorme no navio? Há alojamentos diferentes para homens e mulheres? Hildelene: Não há diferenciação de camarote para homens e mulheres. Todos os oficiais e suboficiais possuem banheiros individuais. Somente alguns tripulantes da guarnição (mesmo sexo) dividem banheiro. O camarote do comandante possui algumas particularidades, como sala de reunião, pois ele é o gerente a bordo e responsável em receber as autoridades marítimas.
iG: A senhora foi até o Bahrein (Golfo Pérsico)? Teve algo de inusitado na viagem? Hildelene: Foi uma grande surpresa, um país muito quente, cerca de 50 graus, e padrões de vida e costumes totalmente diferentes dos nossos. No início (os muçulmanos) paravam para ver uma mulher “dando ordens” dentro de um navio, mas no final tornou-se normal.
iG: Durante as aulas no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) enfrentou preconceito por ser mulher?
Hildelene: Fizeram várias adaptações no Ciaba para entrada do quadro feminino. Inicialmente, ficávamos alojadas no prédio do comando e quatro mulheres dividiam três camarotes, com um banheiro cada. A rotina era igual a dos meninos, tínhamos as mesmas exigências. Não chegou a haver discriminação, mas pelo fato de fazer parte da primeira turma de mulheres, os holofotes sempre ficavam voltados para nós, devido ao fato histórico que estávamos vivendo. Aquilo provocava certo ciúme em grande parte dos homens da nossa turma. Eles diziam que éramos "cafiadas", termo usado na Marinha para quem possui privilégios.
iG: Como foi o processo que resultou em sua promoção a segundo e primeiro piloto? Hildelene: Dois anos de experiência no mar (não inclui férias e período de repouso em casa).
iG: Seu marido também é marítimo. Como o romance começou?
Hildelene: Trabalhei com meu marido a bordo por cerca de dois anos. Ele foi praticante e depois oficial de náutica. Fui convidada para ser a madrinha dele na formatura como oficial, mas devido a uma viagem a Cingapura cancelei o compromisso. Quando retornei ao Brasil fui
morar na casa de um amigo, em Niterói. Em uma ocasião, meu marido resolveu fazer uma visita, a partir daí, já estamos juntos há sete anos.
iG: Vocês sempre viajam juntos ou passam longos períodos separados? Hildelene: Trabalhamos em regimes diferentes, mas, quando tem a oportunidade, ele embarca como passageiro. Acho que o maior período que já fiquei sem vê-lo foi cerca de quatro meses.
iG: Tem filhos? Como conciliar maternidade e a vida de comandante?
Hildelene: Não, mas planejamos a maternidade há alguns anos. Talvez no final do ano que vem. Pretendo conciliar os meus embarques com a ajuda da minha sogra.
Primeira mulher à frente de um petroleiro na Marinha Mercante brasileira só aprendeu a nadar 15 dias antes do teste final
Houve um tempo em que mulheres em um navio eram sinal de má sorte, um imã para desastres. Mas, na Marinha Mercante do Brasil, essa superstição já era. A paraense Hildelene Lobato Bahia, 37 anos, não só cruza os mares em navios de bandeira brasileira como, desde 2009, é comandante de frota. No último dia 1º de julho ela foi novamente escolhida para uma missão inovadora: estará no timão do navio-tanque Rômulo Almeida – que apesar de inaugurado ainda está no estaleiro para demandas da Transpetro – tendo como imediato (o segundo na hierarquia) outra mulher, Vanessa Cunha. Será a primeira vez no Brasil que os dois primeiros cargos à frente de um navio da Marinha Mercante terão ocupantes femininas.
Foto: Divulgação
Hildelene é a primeira mulher a comandar um petroleiro. E sua imediata é outra mulher
Para dimensionar a responsabilidade da moça, basta saber que o Rômulo Almeida mede 183 metros de comprimento (o equivalente a um prédio de 60 andares ou a dois campos de futebol, na medida mínima, mas oficial) e, além de grande, é pesado: 48,3 mil toneladas de porte bruto. O petroleiro será usado para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina e diesel.
Durante as viagens, que ainda não foram marcadas, a comandante Hildelene – que tem pouco mais de 1,50 metro de altura – dormirá em um camarote com cerca de seis metros quadrados, com cama, armário, box e banheiro. Também dispõe de uma cabine com aproximadamente 18 metros quadrados com mesa de reunião, frigobar, TV e aparelho de DVD, além de espaço para computador, claro. Flamenguista, Hildelene gosta de assistir a partidas de futebol após o fim do expediente. O que não abre mão mesmo é da Bíblia, um kit de manicure e uma boa reserva de CDs e DVDs. Flores são bem-vindas, ela gosta muito.
A comandante Hildelene, 37 anos, seguiu a carreira por acaso – do destino, ao que tudo indica. Ela queria fazer jus ao diploma de ciências contábeis da Universidade Federal do Paraná até seu irmão tentar a carreira de marítimo. Como as vagas do concurso para oficiais do sexo feminino foram abertas naquele ano, 1997, ela se inscreveu para incentivar o caçula. “Para minha surpresa meu irmão foi eliminado e eu, aprovada”, conta. Eram três eliminatórias entre elas, uma prova de natação. “Foi o maior desafio, não sabia nadar. Aprendi em 15 dias”, lembra.
Foto: Divulgação O Rômulo Almeida é o novo desafio da comandante
Embora o processo seletivo não seja um concurso público – a Escola de Formação de Oficiais habilita os alunos para a iniciativa privada – os salários atraem. Segundo a Transpetro, cargos de nível superior “oportunidades de maior demanda hoje entre os marítimos” (comandante, chefe de máquinas e imediato, por exemplo) pagam salários que variam de R$ 7 mil a R$ 20 mil.
Os de nível técnico (principalmente eletricistas e mecânicos) entre R$ 6,5 mil a R$ 8,5 mil; nível básico (ensino fundamental), R$ 3,3 mil e R$ 5,5 mil.
Casada com um colega de profissão (ela ainda não tem filhos), a comandante Hildelene diz que já ficou até quatro meses longe do marido. “Trabalhamos em regimes diferentes, mas quando tem a oportunidade ele embarca como passageiro”.
Conheça um pouco mais da comandante Hildelene Bahia.
iG: Como é a vida no mar?
Hildelene: Acho que a maior dificuldade é lidar com a solidão. Tento enfrentá-la com dedicação ao trabalho no dia a dia. A bordo tenho a companhia de todos os tripulantes, conversamos bastante e a integração é muito boa. Aproveito as minhas horas de folga para ler um bom livro ou assistir um filme. Assim que desembarco, programo viagens com a minha família. Tenho a sensação de que me desligo no momento em que deixo o navio, passo a ser mulher, esposa, dona de casa e filha.
iG: A senhora é formada em ciências contábeis. Por que ingressou na Marinha Mercante? Hildelene: Em 1997 abriram vagas do concurso para oficiais do sexo feminino no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), no Pará. Como incentivo ao meu irmão, que tinha o sonho de entrar na Marinha Mercante, fiz a prova. Confesso que achava que tinha sido eliminada na primeira etapa, devido à falta de tempo para os estudos. À noite, cursava o 3° ano de Ciências Contábeis na Universidade Federal do Pará e estagiava pela manhã na Caixa Econômica Federal e, à tarde, na Sudam. Também me preparava para outro concurso (Tribunal Regional do Trabalho de Belém).
Pra minha surpresa, meu irmão foi eliminado e eu, aprovada. O maior desafio foi a prova de natação, pois não sabia nadar. Procurei meu antigo professor de educação física e aprendi em 15 dias. Fui a primeira colocada e depois, na escola, devido ao desempenho, passei a fazer parte do atletismo.
iG: Foi difícil chegar em casa e comunicar aos seus pais que mudaria de profissão? Hildelene: Venho de uma família muito humilde, estudava e trabalhava o dia todo (eram dois estágios, saía de casa às 6h30 e só chegava depois das 23h) e a remuneração era muito baixa. Expliquei o que é a formação de um oficial mercante e a preocupação dos meus pais era somente o fato de passar vários meses fora de casa, em viagens pelo Brasil e exterior. Até hoje minha mãe fica aos prantos se fico mais de três dias sem ligar. Meu pai se tornou um dos meus maiores incentivadores e meu fã, guarda todas as reportagens sobre a minha carreira.
iG: Como é a formação de marítimo? Alguma disciplina lhe causou medo? Hildelene: A formação durou três anos, entre 1997 e 2000. A grade curricular é um pouco extensa: português, inglês em vários níveis, matemática, física, básico de navegação, navegação astronômica, instalações de máquinas, primeiros socorros básicos e avançados, contabilidade, administração, recursos humanos etc. A disciplina que causou pânico foi a de sobrevivência
pessoal, pois estava me recuperando de uma fratura no pé e tive que saltar de uma plataforma de 12 metros.
iG: Quando a senhora chegou à conclusão de que seguiria na carreira de marítima? Hildelene: Em 1998, depois de um ano na escola, fiz o meu primeiro embarque para opção de curso no navio Lindóia, da Transpetro. Senti que na Marinha Mercante poderia conquistar todos os meus objetivos pessoais e profissionais. Pesou também o fato de conhecer as dificuldades do mercado de trabalho, de estar próxima de me formar e ter uma remuneração muito baixa, além da concorrência muito grande na área de ciências contábeis.
iG: Qual foi a viagem mais longa que a senhora já fez?
Hildelene: Foi para Cingapura. Foram mais de 42 dias de travessia. A maior dificuldade é a duração do trajeto.
iG: Como se dorme no navio? Há alojamentos diferentes para homens e mulheres? Hildelene: Não há diferenciação de camarote para homens e mulheres. Todos os oficiais e suboficiais possuem banheiros individuais. Somente alguns tripulantes da guarnição (mesmo sexo) dividem banheiro. O camarote do comandante possui algumas particularidades, como sala de reunião, pois ele é o gerente a bordo e responsável em receber as autoridades marítimas.
iG: A senhora foi até o Bahrein (Golfo Pérsico)? Teve algo de inusitado na viagem? Hildelene: Foi uma grande surpresa, um país muito quente, cerca de 50 graus, e padrões de vida e costumes totalmente diferentes dos nossos. No início (os muçulmanos) paravam para ver uma mulher “dando ordens” dentro de um navio, mas no final tornou-se normal.
iG: Durante as aulas no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) enfrentou preconceito por ser mulher?
Hildelene: Fizeram várias adaptações no Ciaba para entrada do quadro feminino. Inicialmente, ficávamos alojadas no prédio do comando e quatro mulheres dividiam três camarotes, com um banheiro cada. A rotina era igual a dos meninos, tínhamos as mesmas exigências. Não chegou a haver discriminação, mas pelo fato de fazer parte da primeira turma de mulheres, os holofotes sempre ficavam voltados para nós, devido ao fato histórico que estávamos vivendo. Aquilo provocava certo ciúme em grande parte dos homens da nossa turma. Eles diziam que éramos "cafiadas", termo usado na Marinha para quem possui privilégios.
iG: Como foi o processo que resultou em sua promoção a segundo e primeiro piloto? Hildelene: Dois anos de experiência no mar (não inclui férias e período de repouso em casa).
iG: Seu marido também é marítimo. Como o romance começou?
Hildelene: Trabalhei com meu marido a bordo por cerca de dois anos. Ele foi praticante e depois oficial de náutica. Fui convidada para ser a madrinha dele na formatura como oficial, mas devido a uma viagem a Cingapura cancelei o compromisso. Quando retornei ao Brasil fui
morar na casa de um amigo, em Niterói. Em uma ocasião, meu marido resolveu fazer uma visita, a partir daí, já estamos juntos há sete anos.
iG: Vocês sempre viajam juntos ou passam longos períodos separados? Hildelene: Trabalhamos em regimes diferentes, mas, quando tem a oportunidade, ele embarca como passageiro. Acho que o maior período que já fiquei sem vê-lo foi cerca de quatro meses.
iG: Tem filhos? Como conciliar maternidade e a vida de comandante?
Hildelene: Não, mas planejamos a maternidade há alguns anos. Talvez no final do ano que vem. Pretendo conciliar os meus embarques com a ajuda da minha sogra.
CONHEÇA A PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UM PETROLEIRO NO BRASIL
Texto:
Vanessa Cunha, de 29 anos, não nega que foram os bons salários pagos pela Marinha Mercante que a atraíram para o setor. Ela, porém, diz que bastaram alguns meses no ofício para se “apaixonar pela profissão”. Segunda na hierarquia do navio Rômulo Almeida (petroleiro da Transpetro), Vanessa vai protagonizar mais um feito profissional: ao lado da comandante Hildelene Lobato Bahia será a primeira mulher a comandar em dupla feminina um grande cargueiro no Brasil. Ela é a imediato.
CONHEÇA A PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UM PETROLEIRO NO BRASIL
Sobre a vida em alto-mar ela afirma que a solidão é imperativa. “Impossível não se ter”. Para enfrentar a saudade faz planos para a hora de regresso. “Vivemos de escolhas e a dos marítimos é essa”, diz. Porém, Vanessa ressalta o orgulho que tem da profissão e não nega que sua trajetória foi inspirada na comandante Hildelene. “Quando eu comecei, em 2005, ela estava sendo nomeada a primeira imediato brasileira em navios mercantes, cinco anos depois foi a minha vez. Pude lembrar deste exemplo com orgulho”, afirma.
A seguir ela fala um pouco mais sobre a carreira e a vida no mar.
Foto: Divulgação Ampliar
Vanessa é imediato de Hildelene, a 1ª mulher a comandar um petroleiro no Brasil
iG: É mais tranquilo ser imediato de um comandante mulher?
Vanessa Cunha: Nesta questão, não existe diferença entre comandante mulher ou homem, a responsabilidade é a mesma. Acredito que o fato de ser mulher a torna uma líder mais criteriosa e detalhista em alguns aspectos, pois muitos já me chamaram atenção sobre a minha forma de trabalhar como imediato em relação aos homens.
iG: Existe diferença em relação ao trabalho realizado sob comando de um homem?
Vanessa: Eu acredito que nós mulheres nos detemos à praticidade acima de tudo, e enxergamos o alvo como um todo e não apenas em uma única direção. O foco se torna mais amplo.
iG: Quando a senhora decidiu ser marítima e por quê?
Vanessa: Tenho que confessar que a escolha pela profissão se deu, inicialmente, por motivos financeiros. Foi na praticagem (estágio no navio) que eu descobri que realmente adorava a minha profissão.
iG: O que sua família achou da escolha?
Vanessa: Meus pais ficaram preocupados no inicio, principalmente o meu pai, por ser uma profissão predominantemente masculina. Eles só se acalmaram após a primeira visita a bordo e adoraram o ambiente de trabalho.
iG: A comandante Hildelene foi um exemplo para a senhora?
Vanessa: Sem dúvida, quando eu comecei a praticagem, em 2005, ela estava sendo nomeada a primeira imediato brasileira em navios mercantes. Exatamente cinco anos depois foi a minha vez. Pude lembrar deste exemplo com orgulho. Não imaginava que seria tão rápido!
iG: Como é a vida no mar? Bate solidão?
Vanessa: Solidão é impossível de não se ter. Não por estarmos sozinhos, pois estamos cercados de amigos, mas por lembrar daqueles que deixamos em casa. Fazer o quê? É a vida. vivemos de escolhas e a dos marítimos é essa. Nossa felicidade é saber que existem pessoas sonhando com o nosso regresso, assim como nós. Eu enfrento esta saudade fazendo milhares de planos para o retorno e para curtir cada feriado que eventualmente passamos embarcados, aniversário, natal, carnaval, nos dias de descanso em casa.
iG: Qual foi a viagem mais longa que a senhora já fez? Quanto tempo durou?
Vanessa: A docagem em Bahrein. Foi em 2006 quando embarcava no Navio Potengi. Saímos do Brasil dia 2 de novembro e voltamos em 21 de março do ano seguinte.
iG: Que experiência profissional a senhora nunca vai esquecer?
Vanessa: Foi o dia que me tornei imediato. A responsabilidade de assumir a operação de um navio e não poder cometer erros. Lembro que no dia que dei a primeira partida na bomba de carga do navio, no terminal em Rio Grande, senti uma grande emoção e responsabilidade. O que nos fortalece ainda mais nestes momentos são o apoio e o carinho recebidos por todos os companheiros de bordo.
Vanessa Cunha, de 29 anos, não nega que foram os bons salários pagos pela Marinha Mercante que a atraíram para o setor. Ela, porém, diz que bastaram alguns meses no ofício para se “apaixonar pela profissão”. Segunda na hierarquia do navio Rômulo Almeida (petroleiro da Transpetro), Vanessa vai protagonizar mais um feito profissional: ao lado da comandante Hildelene Lobato Bahia será a primeira mulher a comandar em dupla feminina um grande cargueiro no Brasil. Ela é a imediato.
CONHEÇA A PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UM PETROLEIRO NO BRASIL
Sobre a vida em alto-mar ela afirma que a solidão é imperativa. “Impossível não se ter”. Para enfrentar a saudade faz planos para a hora de regresso. “Vivemos de escolhas e a dos marítimos é essa”, diz. Porém, Vanessa ressalta o orgulho que tem da profissão e não nega que sua trajetória foi inspirada na comandante Hildelene. “Quando eu comecei, em 2005, ela estava sendo nomeada a primeira imediato brasileira em navios mercantes, cinco anos depois foi a minha vez. Pude lembrar deste exemplo com orgulho”, afirma.
A seguir ela fala um pouco mais sobre a carreira e a vida no mar.
Foto: Divulgação Ampliar
Vanessa é imediato de Hildelene, a 1ª mulher a comandar um petroleiro no Brasil
iG: É mais tranquilo ser imediato de um comandante mulher?
Vanessa Cunha: Nesta questão, não existe diferença entre comandante mulher ou homem, a responsabilidade é a mesma. Acredito que o fato de ser mulher a torna uma líder mais criteriosa e detalhista em alguns aspectos, pois muitos já me chamaram atenção sobre a minha forma de trabalhar como imediato em relação aos homens.
iG: Existe diferença em relação ao trabalho realizado sob comando de um homem?
Vanessa: Eu acredito que nós mulheres nos detemos à praticidade acima de tudo, e enxergamos o alvo como um todo e não apenas em uma única direção. O foco se torna mais amplo.
iG: Quando a senhora decidiu ser marítima e por quê?
Vanessa: Tenho que confessar que a escolha pela profissão se deu, inicialmente, por motivos financeiros. Foi na praticagem (estágio no navio) que eu descobri que realmente adorava a minha profissão.
iG: O que sua família achou da escolha?
Vanessa: Meus pais ficaram preocupados no inicio, principalmente o meu pai, por ser uma profissão predominantemente masculina. Eles só se acalmaram após a primeira visita a bordo e adoraram o ambiente de trabalho.
iG: A comandante Hildelene foi um exemplo para a senhora?
Vanessa: Sem dúvida, quando eu comecei a praticagem, em 2005, ela estava sendo nomeada a primeira imediato brasileira em navios mercantes. Exatamente cinco anos depois foi a minha vez. Pude lembrar deste exemplo com orgulho. Não imaginava que seria tão rápido!
iG: Como é a vida no mar? Bate solidão?
Vanessa: Solidão é impossível de não se ter. Não por estarmos sozinhos, pois estamos cercados de amigos, mas por lembrar daqueles que deixamos em casa. Fazer o quê? É a vida. vivemos de escolhas e a dos marítimos é essa. Nossa felicidade é saber que existem pessoas sonhando com o nosso regresso, assim como nós. Eu enfrento esta saudade fazendo milhares de planos para o retorno e para curtir cada feriado que eventualmente passamos embarcados, aniversário, natal, carnaval, nos dias de descanso em casa.
iG: Qual foi a viagem mais longa que a senhora já fez? Quanto tempo durou?
Vanessa: A docagem em Bahrein. Foi em 2006 quando embarcava no Navio Potengi. Saímos do Brasil dia 2 de novembro e voltamos em 21 de março do ano seguinte.
iG: Que experiência profissional a senhora nunca vai esquecer?
Vanessa: Foi o dia que me tornei imediato. A responsabilidade de assumir a operação de um navio e não poder cometer erros. Lembro que no dia que dei a primeira partida na bomba de carga do navio, no terminal em Rio Grande, senti uma grande emoção e responsabilidade. O que nos fortalece ainda mais nestes momentos são o apoio e o carinho recebidos por todos os companheiros de bordo.
sábado, 6 de agosto de 2011
SEMANKOL!
AQUELE QUE TE COMPRA, É O PRIMEIRO À TE DESCARTAR!
SIMANCOL!
AQUELE QUE TE DAR ALGO EM TROCA, É O PRIMEIRO QUE TE COLOCA NO LIXO!
QUE TE DERRUBA! ANO PASSADO, PASSEI POR ISSO.
GOSTO RUIM DA PORRA!
QD VC ACREDITA Q TEM UM GUARDIÃO, ELE TÁ COM O PUNHAL NAS COSTAS!
RUIM PRA PORRA!
QD VC ACHA Q O KARA É TEU AMIGO E, ELE TÁ EM NOME DA C/C DELE
TE USANDO? RUIM P/ KARAKA!
EU TOMEI #SIMANKOL.
SE LIG!
SE LIG! AQUELE Q TE COMPRA É O PRIMEIRO À TE DESCARTAR!
SIMANCOL!
AQUELE QUE TE DAR ALGO EM TROCA, É O PRIMEIRO QUE TE COLOCA NO LIXO!
QUE TE DERRUBA! ANO PASSADO, PASSEI POR ISSO.
GOSTO RUIM DA PORRA!
QD VC ACREDITA Q TEM UM GUARDIÃO, ELE TÁ COM O PUNHAL NAS COSTAS!
RUIM PRA PORRA!
QD VC ACHA Q O KARA É TEU AMIGO E, ELE TÁ EM NOME DA C/C DELE
TE USANDO? RUIM P/ KARAKA!
EU TOMEI #SIMANKOL.
SE LIG!
SE LIG! AQUELE Q TE COMPRA É O PRIMEIRO À TE DESCARTAR!
MULEKE? EU? NUNCA NO BRASIL!
O cara, ontem, veio me reclamar pq dei RT em um certo 'FIGURAÇO'!
Primeiro, não dei RT, nele, simplismente ele nõ me seguia, não tenho obrigação nenhuma c/ ninguem!
principalmente, c/ quem quer atenção e, só quer!
nÃO , RECIPROCAS TEEM QUE SEREM VERDADEIRAS!
não perco um amigo por cem contos de reis!
fraco!
ando com meus pés!
não sou 'MARIA VAI C/ AS OUTRAS'!
NÃO quero saber de sua conta bancaria!
hoje, tenho superavit, amanhã..........quem sabe!
tenho visto muitos exemplos , de 'AMIZADES' EM TROCA DE cana, MAS......
AMANHÃ, QUEM SABE?
CEM CONTOS É NEGOCIO DE POBRE!
QUANDO DIGO POBRE, NÃO É POBRE FINANCEIRO
É POBRE, DE CARATER, DE PERSONALIDADE, DE 'EU',
POBRE!
POBRE!
POBRE!
POBRE!
DONO DO MUNDO? DONO DO UNIVERSO?
COM CEM CONTOS?
Ô MUNDIM POBRE!
EU MORO AQUI?
AH! ME LEMBREI............
MORO EM MULEKÓPOLIS!
VEIAKÓPOLIS!
POBI!
Primeiro, não dei RT, nele, simplismente ele nõ me seguia, não tenho obrigação nenhuma c/ ninguem!
principalmente, c/ quem quer atenção e, só quer!
nÃO , RECIPROCAS TEEM QUE SEREM VERDADEIRAS!
não perco um amigo por cem contos de reis!
fraco!
ando com meus pés!
não sou 'MARIA VAI C/ AS OUTRAS'!
NÃO quero saber de sua conta bancaria!
hoje, tenho superavit, amanhã..........quem sabe!
tenho visto muitos exemplos , de 'AMIZADES' EM TROCA DE cana, MAS......
AMANHÃ, QUEM SABE?
CEM CONTOS É NEGOCIO DE POBRE!
QUANDO DIGO POBRE, NÃO É POBRE FINANCEIRO
É POBRE, DE CARATER, DE PERSONALIDADE, DE 'EU',
POBRE!
POBRE!
POBRE!
POBRE!
DONO DO MUNDO? DONO DO UNIVERSO?
COM CEM CONTOS?
Ô MUNDIM POBRE!
EU MORO AQUI?
AH! ME LEMBREI............
MORO EM MULEKÓPOLIS!
VEIAKÓPOLIS!
POBI!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
OLACIR DE MORAIS
O REI DA SOJA E, HOJE COM MAIS DE OITENTA ANOS
QUE GOSTA DE SER FOTOGRAFADO COM LINDAS E JOVENS MULHERES,
ENTREVISTADO POR UM REPORTER:
DR. OLACIR, A SR ACHA MESMO QUE ESSAS GAROTAS GOSTAM MESMO DE V. EXELENCIA?
RESPOSTA: MEU FILHO, GOSTO MUITO DE CAMARÃO, ALIAS ADORO!
QUANDO VOU A UM RESTAURANTE E, PEÇO UM PRATO DESSA IGUARIA,NÃO PERGUNTO SE ELES( OS CAMARÕES) GOSTAM DE MIM. SIMPLESMENTO OS COMO E, DEPOIS, PAGO!
PEEEEEEEEEEEGGUUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
QUE GOSTA DE SER FOTOGRAFADO COM LINDAS E JOVENS MULHERES,
ENTREVISTADO POR UM REPORTER:
DR. OLACIR, A SR ACHA MESMO QUE ESSAS GAROTAS GOSTAM MESMO DE V. EXELENCIA?
RESPOSTA: MEU FILHO, GOSTO MUITO DE CAMARÃO, ALIAS ADORO!
QUANDO VOU A UM RESTAURANTE E, PEÇO UM PRATO DESSA IGUARIA,NÃO PERGUNTO SE ELES( OS CAMARÕES) GOSTAM DE MIM. SIMPLESMENTO OS COMO E, DEPOIS, PAGO!
PEEEEEEEEEEEGGUUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
ZONA NORTE OU ZONA SORTE?
03 de agosto de 2011 às 19:26
Vereadores e entidades discutem planejamento urbano da Zona Norte
O crescimento urbano e a regularização fundiária da Zona Norte de Natal foram discutidos em audiência pública realizada na manhã de hoje, dentro da programação do projeto Câmara dos Bairros, no Complexo Cultural da Zona Norte. Na oportunidade, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) apresentou o plannejamento para o desenvolvimento sustentável da região.
Na abertura, o presidente da Câmara, Edivan Martins, falou sobre a importância deste debate para a região, “que congrega cerca de 300 mil habitantes e que tem um rico potencial tanto do ponto de vista econômico como natural”. Uma área que ao longo de sua história, segundo ele, não teve ações efetivas do poder público.
O representante da Semurb, Carlos da Hora, mostrou dados sobre o crescimento da região, com percentuais que ultrapassam a cidade de Natal como um todo, ou seja, uma zona em plena expansão, daí a preocupação do município em elaborar diretrizes de ordenamento para que ela cresça de forma sustentável.
Uma prova disso são as propostas de regulamentação das duas zonas de proteção ambiental (ZPAs 8 e 9), situadas na Zona Norte, o que corresponde a dezoito por cento da área de Natal. Chamou atenção ainda para a fragilidade da ZPA – 8, localizada na região de salinas, a mais extensa, que conta com 82 por cento de área de mangue, sendo de extrema importância a sua preservação.
Quanto à ZPA-9, sua característica é ter grande potencial natural paisagístico e turístico. Um dos locais mais belos do ponto de vista ambiental, adornado por cinco lagoas, que ainda estão preservadas. Para este local já há uma proposta de criação de um parque ecológico com memorial, ciclovias, quadras e academias de ginástica para terceira idade e trabalhos voltados para educação ambiental.
Há também uma proposta de um mirante nas proximidades da antiga aldeia de camarão (ZPA-8) com 72 metros de altura em relação ao Rio Jaguaribe, com restaurante e varanda contemplativa. O objetivo da Prefeitura, segundo Carlos da Hora, é fazer intervenções que agreguem novos produtos, que se insiram no roteiro turístico de Natal e valorizem a área.
Citou ainda os projetos Endereço da Gente, já realizado no bairro de Lagoa Azul, e Salinas/Potengi, que consiste na colocação de placas de identificação de ruas para atender a toda região. E, finalmente, o Programa Memória Minha Comunidade, que vai historiar o bairro de Lagoa Azul.
Ao final, ele reforçou a preocupação do município em regulamentar estes instrumentos previsto no Plano Diretor de Natal há 17 anos, convidando o público presente para participar dessas discussões que deverão ser retomadas no próximo mês de setembro. “A participação popular é muito importante para que se construa uma legislação que contemple os desejos de todos os cidadãos”, finalizou.
A audiência foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Natal e teve como tema “Expansão Urbana, Desenvolvimento e Projetos Estruturantes da Zona Norte”. Estiveram presentes as secretarias municipais de Infraestrutura (Semopi) e Mobilidade Urbana (Semob), representantes do Sinduscon, Federação das Indústrias (FIERN), além de vereadores, lideranças comunitárias e o público em geral.
Vereadores e entidades discutem planejamento urbano da Zona Norte
O crescimento urbano e a regularização fundiária da Zona Norte de Natal foram discutidos em audiência pública realizada na manhã de hoje, dentro da programação do projeto Câmara dos Bairros, no Complexo Cultural da Zona Norte. Na oportunidade, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) apresentou o plannejamento para o desenvolvimento sustentável da região.
Na abertura, o presidente da Câmara, Edivan Martins, falou sobre a importância deste debate para a região, “que congrega cerca de 300 mil habitantes e que tem um rico potencial tanto do ponto de vista econômico como natural”. Uma área que ao longo de sua história, segundo ele, não teve ações efetivas do poder público.
O representante da Semurb, Carlos da Hora, mostrou dados sobre o crescimento da região, com percentuais que ultrapassam a cidade de Natal como um todo, ou seja, uma zona em plena expansão, daí a preocupação do município em elaborar diretrizes de ordenamento para que ela cresça de forma sustentável.
Uma prova disso são as propostas de regulamentação das duas zonas de proteção ambiental (ZPAs 8 e 9), situadas na Zona Norte, o que corresponde a dezoito por cento da área de Natal. Chamou atenção ainda para a fragilidade da ZPA – 8, localizada na região de salinas, a mais extensa, que conta com 82 por cento de área de mangue, sendo de extrema importância a sua preservação.
Quanto à ZPA-9, sua característica é ter grande potencial natural paisagístico e turístico. Um dos locais mais belos do ponto de vista ambiental, adornado por cinco lagoas, que ainda estão preservadas. Para este local já há uma proposta de criação de um parque ecológico com memorial, ciclovias, quadras e academias de ginástica para terceira idade e trabalhos voltados para educação ambiental.
Há também uma proposta de um mirante nas proximidades da antiga aldeia de camarão (ZPA-8) com 72 metros de altura em relação ao Rio Jaguaribe, com restaurante e varanda contemplativa. O objetivo da Prefeitura, segundo Carlos da Hora, é fazer intervenções que agreguem novos produtos, que se insiram no roteiro turístico de Natal e valorizem a área.
Citou ainda os projetos Endereço da Gente, já realizado no bairro de Lagoa Azul, e Salinas/Potengi, que consiste na colocação de placas de identificação de ruas para atender a toda região. E, finalmente, o Programa Memória Minha Comunidade, que vai historiar o bairro de Lagoa Azul.
Ao final, ele reforçou a preocupação do município em regulamentar estes instrumentos previsto no Plano Diretor de Natal há 17 anos, convidando o público presente para participar dessas discussões que deverão ser retomadas no próximo mês de setembro. “A participação popular é muito importante para que se construa uma legislação que contemple os desejos de todos os cidadãos”, finalizou.
A audiência foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Natal e teve como tema “Expansão Urbana, Desenvolvimento e Projetos Estruturantes da Zona Norte”. Estiveram presentes as secretarias municipais de Infraestrutura (Semopi) e Mobilidade Urbana (Semob), representantes do Sinduscon, Federação das Indústrias (FIERN), além de vereadores, lideranças comunitárias e o público em geral.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
DIRETORIA DO ALECRIM INSATISFEITA COM ARBITRAGEM PARA DOMINGO
DIRETORIA DO ALECRIM INSATISFEITA COM ARBITRAGEM PARA DOMINGO
Quem apitará o confronto é o árbitro Reginaldo Gomes. A escolha do árbitro foi através de sorteio, mas alguns setores do time do Alecrim ficaram insatisfeitos com a escolha.
O árbitro já apitou jogos polêmicos do clube, sendo que em um deles, o Alecrim perdeu por 6 a 1 para o ABC. A goleada é justificada pelos torcedores pela má arbitragem de Reginaldo Gomes, que amarelou toda a defesa no primeiro tempo, expulsou dois jogadores e marcou um pênalti supostamente inexistente.
Na ocasião, o árbitro teve de sair escoltado do estádio. Do lado do Santa Cruz, nenhuma reação quanto à escolha.
O Santa Cruz está no Grupo 3 da Série D e ocupa a terceira posição, com três pontos conquistados em dois jogos, empatado em todos os critérios com o Alecrim-RN. O Santa Cruz-PE e o Guarani-CE estão à frente do time no Grupo, com cinco e quatro pontos, respectivamente, mas ambos disputaram um jogo a mais que o clube do Rio Grande do Norte.
O lanterna do grupo é o Porto-PE, com um ponto somado em duas partidas.
Quem apitará o confronto é o árbitro Reginaldo Gomes. A escolha do árbitro foi através de sorteio, mas alguns setores do time do Alecrim ficaram insatisfeitos com a escolha.
O árbitro já apitou jogos polêmicos do clube, sendo que em um deles, o Alecrim perdeu por 6 a 1 para o ABC. A goleada é justificada pelos torcedores pela má arbitragem de Reginaldo Gomes, que amarelou toda a defesa no primeiro tempo, expulsou dois jogadores e marcou um pênalti supostamente inexistente.
Na ocasião, o árbitro teve de sair escoltado do estádio. Do lado do Santa Cruz, nenhuma reação quanto à escolha.
O Santa Cruz está no Grupo 3 da Série D e ocupa a terceira posição, com três pontos conquistados em dois jogos, empatado em todos os critérios com o Alecrim-RN. O Santa Cruz-PE e o Guarani-CE estão à frente do time no Grupo, com cinco e quatro pontos, respectivamente, mas ambos disputaram um jogo a mais que o clube do Rio Grande do Norte.
O lanterna do grupo é o Porto-PE, com um ponto somado em duas partidas.
Ministério Público do Maranhão instaura inquérito policial contra Ricardo Teixeira
Ministério Público do Maranhão instaura inquérito policial contra Ricardo Teixeira
A entidade quer documentação dos repasses à Federação Maranhense de Futebol
São Luis, MA, 02 (AFI) - A promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, vai requisitar à Secretaria de Estado de Segurança Pública-MA a instauração de inquérito policial contra os presidentes da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Carlos Alberto Ferreira, e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. O motivo é o descumprimento às requisições do MPMA para o envio de documentos relacionados a repasses financeiros e gestão fiscal. O prazo expirou na última segunda-feira.
A investigação de eventuais práticas lesivas aos torcedores de futebol foi iniciada com a instauração de inquérito civil público. De acordo com a Lei 10.671/2003, Estatuto do Torcedor, a entidade responsável pela organização da competição é equivalente ao fornecedor e está sujeita às normas do Código de Defesa do Consumidor.
Com base nisso, o Ministério Público requisitou à CBF documentos sobre repasses destinados à FMF, referentes ao período de janeiro de 2009 a julho de 2011. Foram solicitadas à FMF informações sobre recursos recebidos pela CBF e a destinação do dinheiro. Além disso, a FMF deveria encaminhar o estatuto da entidade, edital de convocação da última eleição da diretoria e o balanço patrimonial da instituição.
“Os presidentes das instituições não repassaram a documentação requisitada e essa conduta dificulta o trabalho de investigação do Ministério Público”, enfatiza Lítia Cavalcanti. Ela explica que a CBF mandou uma planilha que não atende ao pedido do MPMA.
A FMF, além de não atender a requisição, questiona a legitimidade do Ministério Público do Maranhão para fiscalizar a entidade. No documento, o presidente da Federação Maranhense de Futebol se recusa a fornecer a documentação e afirma que “não há interesse público no presente questionamento”.
“Os torcedores terão seus direitos preservados. O Ministério Público não vai se eximir de suas atribuições. Até agora, o futebol maranhense ficou abandonado em termos de fiscalização e essa situação não será mantida. Vamos continuar com esse trabalho, pois a lei existe e deve ser cumprida”, destacou a promotora de Justiça.
A entidade quer documentação dos repasses à Federação Maranhense de Futebol
São Luis, MA, 02 (AFI) - A promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, vai requisitar à Secretaria de Estado de Segurança Pública-MA a instauração de inquérito policial contra os presidentes da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Carlos Alberto Ferreira, e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. O motivo é o descumprimento às requisições do MPMA para o envio de documentos relacionados a repasses financeiros e gestão fiscal. O prazo expirou na última segunda-feira.
A investigação de eventuais práticas lesivas aos torcedores de futebol foi iniciada com a instauração de inquérito civil público. De acordo com a Lei 10.671/2003, Estatuto do Torcedor, a entidade responsável pela organização da competição é equivalente ao fornecedor e está sujeita às normas do Código de Defesa do Consumidor.
Com base nisso, o Ministério Público requisitou à CBF documentos sobre repasses destinados à FMF, referentes ao período de janeiro de 2009 a julho de 2011. Foram solicitadas à FMF informações sobre recursos recebidos pela CBF e a destinação do dinheiro. Além disso, a FMF deveria encaminhar o estatuto da entidade, edital de convocação da última eleição da diretoria e o balanço patrimonial da instituição.
“Os presidentes das instituições não repassaram a documentação requisitada e essa conduta dificulta o trabalho de investigação do Ministério Público”, enfatiza Lítia Cavalcanti. Ela explica que a CBF mandou uma planilha que não atende ao pedido do MPMA.
A FMF, além de não atender a requisição, questiona a legitimidade do Ministério Público do Maranhão para fiscalizar a entidade. No documento, o presidente da Federação Maranhense de Futebol se recusa a fornecer a documentação e afirma que “não há interesse público no presente questionamento”.
“Os torcedores terão seus direitos preservados. O Ministério Público não vai se eximir de suas atribuições. Até agora, o futebol maranhense ficou abandonado em termos de fiscalização e essa situação não será mantida. Vamos continuar com esse trabalho, pois a lei existe e deve ser cumprida”, destacou a promotora de Justiça.
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